Tortura nunca mais!

29/06/2017 17:42

"Conforme narrado pelo autor e jornalista Daniel P. Mannix, durante a caça às bruxas na Europa, o duque de Brunswick, na Alemanha, convidou dois jesuítas eruditos para inspecionarem o uso da tortura pela Inquisição, para extrair informações dos acusados de feitiçarias. 'Os inquisidores estão fazendo seu trabalho. Eles estão prendendo apenas os implicados pela confissão de outras bruxas', relataram os jesuítas. O duque mostrou-se cético. Suspeitando de que as pessoas diriam qualquer coisa para pôr fim à dor, ele pediu que os jesuítas o acompanhassem ao calabouço local onde uma mulher era torturada por estiramento. 'Agora, mulher, você é uma bruxa confessa', ele começou. 'Eu suspeito que esses dois homens sejam feiticeiros. O que você diz? Mais uma volta na roldana, carrascos'. Os jesuítas não conseguiram acreditar no que ouviram a seguir. 'Não, não!', implorou a mulher. 'O senhor está certo. Eu os via com frequência no sabá. Eles podem se transformar em bodes, lobos e outros animais... Várias bruxas pariram filhos deles. Uma mulher teve oito filhos desses homens. As crianças tinham cabeça de sapo e pernas como aranhas.' Voltando-se para os aturdidos jesuítas, o duque perguntou: 'Devo submetê-los à tortura até que vocês confessem?' Um dos jesuítas era Friedrich See, que reagiu a este contundente experimento sobre psicologia da tortura publicando em 1631, o livro Cautio Criminalis, que ajudou a encerrar a caça às bruxas e demonstrou que a tortura como instrumento para obter informações úteis não funciona."

 

Michael Shermer, escritor e pesquisador, em artigo Sobre bruxas e terroristas, na revista Scientific American Brasil de junho de 2017


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