Sobre a tragédia grega

27/03/2018 14:03

"Nos momentos finais do drama, diz Aristóteles, lembramo-nos de que isso não é a vida e sim mimesis, uma paródia da vida, uma imitação. Os atores deixam o palco e as portas centrais se fecham pela última vez. É como se estivessemos brincando com bonecos, humanos por imitação, que agora colocamos de volta em suas caixas. Saímos do teatro advertidos pelo que acabamos de presenciar, mas libertos de emoções negativas. Sentimo-nos agora agradavelmente exauridos, como se tivessemos acabado de expelir veneno de nosso corpo. Estamos em paz, exaltados por nosso encontro com esse festival de verdade, como se sentiria um preregrino medieval após contemplar uma sequência de janelas multicoloridas que retratam a paixão de Jesus. Sinto-me recuperado por esse encontro vicário com a destruição e a morte. Não estou morto. Ainda estou vivo, e sou capaz de enfrentar o amanhã com certa disposição plácida."

 

Thomas Cahill, Navegando o Mar de Vinho   


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