País sem futuro

09/11/2017 17:23

"Saltemos para 2027. No mundo desenvolvido, computadores quânticos são usados para encontrar poços de petróleo, projetar fármacos, criar materiais, resolver problemas mais complexos de engenharia e matemática, manter a internet à prova de hackers, desenvolver a defesa nacional, etc. O Brasil, porém, mais uma vez ficou de fora de um novo cenário cinetífico-tecnológico (e geopolítico): não tem uma marca de computador quântico, e os poucos que existem no país foram comprados dos EUA, da China, da Inglaterra ou da Austrália a preços exorbitantes. Continuamos dependentes da tecnologia produzida nas nações que compreenderam que ciência deve ser projeto de Estado. Mantidos os famigerados contingenciamentos para a ciência e a tecnologia no Brasil, naquele 2027, nossos cientistas - trabalhando nos sucateados institutos de pesquisa que ainda restaram - certamente estão implorando por verbas para pagar a conta de energia elétrica usada para manter ligados os seus velhos computadores. Mais uma revolução tecnológica terá passado longe daqui."

 

Ivan dos Santos Oliveira Júnior, físico e pesquisador em artigo Revolução ou modismo - Os computadotes quânticos estão chegando, publicado no jornal Folha de São Paulo em 5/11/2017


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