Não nasce nem morre

05/11/2016 13:24

"É possível considerar a morte como uma ruptura interna de uma vida que prossegue incansavelmente sob formas sempre novas, de sorte que o indivíduo não morre a não ser de uma certa maneira, já que da perda do eu empírico emerge um 'eu sou' incondicionado - e reside aí tanto a lição dos Upanixades celebrando nas vésperas do século V a.C. a intemporalidade do atman, do si absoluto, quanto a da fenomenologia husserliana, pela qual só o eu empírico morre, enquanto que o eu transcendental puro não nasce nem morre."

 

Françoise Dasture, A morte - Ensaio sobre a finitude


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