Monotonia existencial

10/11/2016 13:25

"O pensamento cioraniano classifica a existência como uma farsa angustiante, que ao decorrer de uma vida todos encobrem . Nossa preocupação é suprir o vazio por essa via deixado, e é por isso que, como opção entre a angústia e o vácuo, só nos resta a construção de 'disfarces existenciais'. '(...) Sou velho demais para somente me divertir, moço demais, para ser sem desejos. Que pode o mundo bem proporcionar-me? A existência é uma fardo' (Goethe, 1995, p.52). A vida que nos é imposta, por isso, nada mais é do que um fingimento, prova de que a todo momento passamos para 'um novo capítulo', tentando deixar para trás nossas chagas e ócio gerado pela incontestável monotonia existencial."

 

Deyde Redyson (org.), Emil Cioran e a filosofia negativa: homenagem ao centenário de nascimento.


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