Minha Casa Minha Vida é mais política econômico-financeira do que habitacional

13/12/2015 13:20

"O programa Minha Casa Minha Vida, ou a fronteira da financeirização da moradis, ocorre no Brasil como medida anticrise em 2009. As grandes construtoras tinham aberto o capital, tinham investido em grandes bancos de terras e estaam preparadas para lançar um produto para faixas de renda um pouco mais baixas das que estavam acostumadas a operar. Vem a crise financeir e o que elas fazem para não quebrar? Vão ao governo, e a solução vai ser o governo dar dinheiro para as pessoas comprarerm o produto delas, garantindo que o estoque de cerca de 250 mil moradias vai ser desovado. O Minha Casa Minha Vida não é só isso, tem a faixa 1 totalmente subsidiada. Mas é muito mais uma política econômica-financeira que uma política habitacional."

Arquiteta e urbanista Raquel Rolnik, em entrevista ao caderno Aliás, no OESP de 13/12/2015

 

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