Iluminação no Brasil antigo

09/11/2018 13:54

"Por séculos Recife foi, como as demais cidades do Brasil colonial, um burgo escuro, cujas casas se iluminavam a azeite ou vela. Pelas ruas quem quizesse andar com segurança à noite, que se fizesse acompanhar de um escravo com lanterna ou com lampião particular. Só os nichos tinham luz. Por algum tempo, apenas iluminaram as ruas ou estradas as luzes de azeite nos nichos, dos passos ou das cruzes como a Cruz das Almas. Só na segunda metade do século XIX apareceram nas casas - as mais fidalgas já iluminadas a vela nos dias de festa e até nos comuns - os candeeiros belgas, os candeeiros a querosene, as lâmpada de álcool, os bicos e as lâmpadas a gás. Luz mais brilhante que a antiga e que foi afugentando os fantasmas não só das ruas como do interior das casas. Obrigando-os a se refugiarem nos ermos, nos cemitérios, nas ruínas, nos restos de igrejas, de conventos, de fortalezas, nos casarões abandonados, nas estradas tão sombreadas de arvoredo a ponto dessas sombras abafarem a própria luz dos lampiões de gás."

 

Gilbert Freyre, Assombrações do Recife velho


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