Gravata e liberdade

03/01/2018 19:10

"Nabuco de Araújo, em 1869, dizia que nós tínhamos liberdade, ou liberalismo, mas só nas capitais. No interior, quem resolvia era o capanga, o prefeito ou o chefe de polícia. Em um discurso particularmente inflamado, ele chegou a afirmar que 'a liberdade existe para nós, homens de gravata lavada, e não para o povo.' Na época usava-se uma gravata de seda ou linho, com colarinho alto, com um nós triplo bastante saliente, colorindo o peito e forçando a pessoa a uma posição sempre altiva."

 

Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), historiador, sociólogo e escritor, em entrevista para a revista Veja em 28/01/1976, publicada no livro A História é Amarela.


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