Finalidade da história

19/09/2017 12:50

"A segunda concepção consiste em rejeitar essa normatividade absoluta e, portanto, essa teleologia. É o ponto de vista de Espinosa, e deveria ser, em geral, o ponto de vista dos materialistas. Não existe nenhum valor absoluto, nenhuma norma verdadeira (a verdade não julga), e a história, como a natureza, é desprovida de qualquer finalidade objetiva. 'Processo sem sujeito nem fim', dizia Althusser, e isso, que rompa com Hegel, na verdade era fiel a Epicuro, bem como a Espinosa. Não é a história que está submetida a uma norma ou um fim; nossos valores e nossos objetivos é que são históricos. Em outras palavras, não há valor e finalidade a não ser pelo e para o desejo: não é porque uma coisa é boa que a desejamos, explica Espinosa, ao contrário, é porque a desejamos que nós a consideramos boa e tendemos para ela como se tende para um objetivo."

 

André Comte-Sponville, Valor e verdade


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