Consumir desenfreadamente

24/01/2018 14:05

"Vivemos, hoje, ainda em uma sociedade moderna, cujos interesses privados e individuais se sobrepõem aos interesses coletivos (não existe nós, infelizmente, quase nenhum vestígio de uma esfera pública, tal qual os gregos a conheceram). Se, por um lado, a revolução industrial e a atual revolução tecnológica trouxeram um nível de conforto material e de riquezas jamais vistos, por outro lado, vivemos uma situação semelhante aos escravos na Grécia Antiga, que viviam somente para produzir e consumir. A nossa sociedade de consumo nos estimula a consumir desenfreadamente, isto é, a comprar e jogar fora logo em seguida o que acabamos de adquirir, para que possamos voltar à cadeia consumidora. Desta forma, preso às necessidades da nossa natureza (e bombardeados pela publicidade com necessidades que nem imaginamos ter), deixamos de lado a segunda vida, a vida para a imortalidade, tão elogiada pelos gregos."

 

Susana de Castro, filósofa, no artigo O Enigma Hannah, publicado na revista Cult Especial Hanna Arendt Um Pensamento Atual


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