Bons, maus e a evolução

07/05/2016 11:35

"Uma possibilidade é que, ao longo do processo evolutivo, desenvolvemos uma aversão específica à ideia de agredir outro indivídio que não nos tenha feito nenhum tipo de provocação. Independentemente da moralidade, tal ato mesmo direcionado a um desconhecido, é extremamente perigoso. Podemos nos atrapalhar e acabar morrendo no lugar dele. Ou podemos ser bem sucedidos, e neste caso, seremos obrigados a lidar com a família e os amigos da vítima, que desejarão se vingar. Assim, esse tipo de aversão teria um sentido adaptivo. Outra possibilidade é que essa reação emociaonal tenha surgido como resultado do modo como fomos criados na infância; ela pode ter sido moldada pelas punições e reprovações dos adultos que estavam à nossa volta quando tentamos prejudicar alguém."

"Apesar de outras espécies possuírem vínculos de parentesco, os seres humanos levam isso mais longe - nós moralizamos estes vínculos. Valorizamos, mas não só isso: também sentimos que os outros deveriam valorizar esses laços; desaprovamos os pais que são indiferentes ao futuro de seus filhos."

"Tal como acontece com os parentes, as noções morais, aqui, referem-se a prejudicar e ajudar, a cuidados e obrigações. Nossos sentimentos para com integrantes de nosso grupo evoluíram como formas de adaptação à vida comunitária, existindo pelo benefício mútuo originado quando os indivíduos de um mesmo grupo cooperam uns com os outros."

 

Paul Bloom, O que nos faz bons ou maus 


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