Bahia antiga

27/09/2018 15:15

"Centro do governo, até que o Rio de Janeiro lhe arrebatasse esta posição, justamente porque a saída natural das minas sucedia ser um porto soberbo, centro eclesiástico, porque o arcebispo-primaz ali tinha a sua corte; centro de justiça, porque a Corte de apelação da colônia ali pronunciava suas sentenças, a Bahia foi naturalmente o ponto de reunião de um mundo de funcionários, de padres e de magistrados, que se congregavam em uma sociedade de província, exclusiva, cheia de etiquetas e invejosa, onde os preconceitos tinham livre curso e onde a intriga fermentava a toda hora. Foi a cidade, por excelência, no Brasil, dos oradores sagrados, dos poetas didáticos e dos acadêmcos verbosos. Os tonitruantes sermões substituíam o teatro, a ênfase bania a sinceridade e a retórica dispensava-se do estudo."

 

Manuel de Oliveira Lima (1867-1928) diplomata e historiador em Formação Histórica da Nacionalidade Brasileira  


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