A segunda morte do autor

15/04/2017 13:45

"O sentido geral dessa movimentação histórica é a ideia de que arte não se faz com sentimentos, experiências biográficas ou favor dos deuses - arte se faz com linguagem, com conhecimentos do material, isto é, da tradição de seu uso nas obras anteriores. Assim, quando Barthes proclama a morte do autor, é da imagem do autor como eu biografico que se trata. 'Não importa quem fala', fala o personagem de Beckett citado por Foucault - importa o que fala, como fala. O artista é alguém que conhece seu material, estuda as obras passadas, reinterpreta-as, mistura-as, combina diversos códigos, e assim tenta produzir uma diferença, valor supremo da arte moderna."

 

Francisco Bosco, A segunda morte do autor, publicado na revista Cult de março de 2017


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