A posse do Peabiru

21/07/2017 19:32

"Já citamos aqui e temos que repetir. Martim Afonso de Souza, amigo de infância do Rei recebe a Capitânia de São Vicente , cuja demarcação foi escolhida a dedo. Apesar das diferenças de medição entre portugueses e espanhóis para marcar o meridiano de Tordesilhas  em todas as medições, o meridiano de Tordesilhas passa em Cananéia ou mais abaixo até Laguna. Havia, como ficou claro, a intenção de deixar Cananéia e seu porto dentro das possessões portuguesas por ser o principal objetivo da expedição. A trilha milenar do Peabiru era conhecida na Europa. Suas lendas como a de São Tomé, encontraram eco em todas as histórias regionais ao longo da Trilha. Tomé de Souza pecorreu o litoral desde a baía de Salvador, cuja cidade não existia e seu objetivo e pesquisa era só um. A trilha existente há mais de mil anos, por onde os indígenas desfilavam com adereços de ouro, trazidos de imensas minas de metais preciosos encontrados mais acima, em algum ponto central do continente. Tinha a informação de que o melhor lugar para acessá-la era através do nosso estuário (de Cananéia). Dali era plenamente demarcado, era o caminho mais curto, direto, seguindo a Via Láctea. Jogou todas as fichas neste Caminho. Chegou à Cananéia com o firme e único propósito de se assenhorear da trilha, objeto do desejo da Ordem dos Cavaleiros da Cruz de Cristo, que acumulavam informações sobre a trilha."

 

João Ubirajara Proença, Caminhos e descaminhos do Peabiru

 


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