A corrupção como epifenômeno da política

30/10/2015 22:15

"Pode-se tomar a defesa do acidente - como subversão da ordem das coisas -, mas lamentando, com uma certa nostalgia, que este mundo seja acidental. Ou, pelo contrário, transformá-lo, não em um modelo ideal, não em uma revolução, mas na oportunidade de nos perguntamos o que mudaria se tivéssemos tomado uma resolução diferente. Por exemplo, em vez de considerarmos toda a corrupção que se exibe no universo político como uma espécie de epifenômeno lamentável, uma espécie de detrito, de sequela da perversão dos indivíduos ou das instituições, não poderíamos pensá-la como um modo de funcionamento? É o próprio funcionamento que é perverso e não as disfunções. Não é a corrupção que é perversa, e sim a ordem; neste caso, a corrupção é uma forma de empurrar tal ordem até o pior, até a paródia."

Jean Baudrillard, De um fragmento a outro 


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