Cérebro

26/08/2015 22:35

"A primeira lição que aprendemos no estudo dos nossos circuitos é simples: a maior parte do que fazemos e sentimos não está sob nosso controle consciente. A vasta selva de neurônios opera seus próprios programas. O você consciente - o eu que ganha vida quando você acorda pela manhã - é a menor parte do que se revela de seu cérebro. Embora sejamos dependentes do funcionamento do cérebro em nossa vida interior, ele cuida de seus próprios negócios. A maior parte de suas operações está acima do espaço de segurança da mente consciente. O eu simplesmente não tem o direito de entrar."

"Isto lhe sugeriu que não estamos diretamente conscientes do mundo, mas apenas dos sinais do sistema nervoso. Em outras palavras, quando o sistema nervoso lhe diz que algo está 'lá fora' - como uma luz -, é nisso que você acreditará, independentemente de como os sinais lhe chegaram."

"Este senso da vasta presença abaixo da superfície o levou a contemplar a questão do livre-arbítrio. Freud raciocinou que, se as escolhas e decisões têm origem em processos mentais ocultos, a livre escolha ou é uma ilusão ou, no mínimo, mais estritamente restrita do que se pensava antes."

 

David Eagleman, Incógnito - As vidas secretas do cérebro

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